Uma sessão solene marcada por homenagens e agradecimentos comemorou os 69 anos de fundação da CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira) no Brasil e a consolidação da instituição como apoio estratégico para o desenvolvimento da produção. A programação ocorreu nesta segunda-feira (04), no auditório João Batista na sede da Assembleia Legislativa em Belém.
O evento reuniu representantes de setores considerados estratégicos para o desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Cacau no Pará que hoje tem cerca de 34 mil produtores espalhados pelos diversos territórios rurais e mais de 95% deles, são oriundos da Agricultura Familiar, segundo dados do IBGE.
“Que nós possamos nos dar as mãos, Governo do Estado, Ceplac, Governo Federal, as cooperativas”, destacou o secretário de Estado da Agricultura Familiar, João Batista Uchoa, sobre a importância da união de esforços para manter o cacau com uma produção de excelência no Pará. “Sozinho, no isolamento, o nosso resultado é muito limitado. Juntos, o conjunto das instituições, temos melhores condições de avançar ainda mais”, reforçou.
“Quem lidera e tem história na produção de conhecimento, levando aos agricultores a orientação correta para desenvolver a melhor produção é a Ceplac”, acrescentou o secretário que reafirmou o papel essencial da Ceplac no desenvolvimento de técnicas e inovações na produção de cacau e importância da parceria com a Seaf para fortalecer o trabalho dos agricultores familiares e com o Governo do Pará por meio do Fundo de Desenvolvimento da Cacauicultura do Pará (Funcacau), que tem o objetivo de promover e apoiar, de forma complementar, os programas da CEPLAC e as ações voltadas ao desenvolvimento sustentado das zonas de produção de cacau, além de aumentar a eficiência de produção e comercialização, com a destinação de recursos financeiros para programas e ações de geração e difusão de tecnologias, assistência técnica, fomento e comercialização.
Márcia Nery Nóbrega, produtora de cacau na fazenda Iracema, no município de São Francisco do Pará há 11 anos, informou que o local era um pasto, quando começou a reflorestar a área com cacau, banana, copaíba, andiroba e outras espécies. “Nós temos o apoio da Ceplac em todos os sentidos lá. Se estamos com algum problema cacaueiro, a Ceplac vai, dá o apoio”, afirmou.
Solicitada pelo deputado estadual Eraldo Pimenta (MDB), que presidiu a sessão solene, o evento teve como objetivo incentivar e reconhecer a importância do trabalho de pesquisadores, técnicos, extensionistas, dirigentes da Ceplac e produtores de cacau no Pará.
Alberto Ke-iti Oppata, presidente da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) defendeu esforços para fortalecer as pesquisas e, também, a abertura de novos mercados, inclusive estrangeiros, para viabilizar a expansão da produção.
Lucionilda Pimentel, representante da Adepará no evento, declarou a importância da parceria da Ceplac com o Governo do Estado para dar suporte aos produtores também no enfrentamento de ameaças fitossanitárias da cadeia produtiva. “Principalmente da monilíase do cacau, que é uma das maiores ameaças da cadeira produtiva”, pontuou.
José Raul dos Santos Guimarães, superintendente da Ceplac, comentou a trajetória de sucesso da Ceplac no Pará, a partir de 1965, que chegou para iniciar um polo cacaueiro na região da Transamazônica e que hoje é responsável por grande parte das tecnologias desenvolvidas para o setor.
“Uma instituição que atua no campo da ciência e da tecnologia, que produz o conhecimento técnico-científico e gera tecnologia”, enumerou José Raul sobre as vantagens comparativas geradas ao Pará, a partir das inovações promovidas pela Ceplac, melhorando e conciliando geração de renda e responsabilidade ambiental.
Durante a sessão solene também houve homenagens com a entrega de 13 diplomas da Alepa para servidores da CEPLAC, autoridades e produtores da cadeia produtiva do cacau no Pará. Entre os homenageados estava o titular da Seaf, João Batista Uchoa, que se firmou liderança pelo desenvolvimento da agricultura familiar na região da Transamazônica.